A música do meu MP3 mudou e eu só percebi porque era uma das músicas que nem escutava mais.
O presente aterrorizante e o passado tranquilizante,e uma lágrima escorreu pelo o meu rosto.
Nem percebi que havia uma pessoa ao meu lado,com seu olhar fixado em mim.
Não me importei a ponto de perceber como o clima estava na minha cabeça por causa da vida.
A vida passava diante dos meus olhos,que cheguei a pensar,por um segundo,que esse seria meu trágico fim.
Meus olhos estavam se enchendo de lágrimas e minha garganta ficou enroscada nas emoções.
E eu estava prestes a derramar vários pingos de emoções que eram formadas em meus olhos.
Sem espera uma velhinha me olhou,com olhar de preocupação que fez meu coração doer.
A doce e gentil senhora veio me perguntar se estava tudo bem e se eu precisava de um caloroso abraço.
Melhor eu não poderia estar naquele momento,uma doce pessoa se preocupar comigo.
Olhei para ela e deu um grande sorriso e pensei:como pode uma desconhecida se importar comigo?
Comecei a chorar,não por tristeza, mas sim por satisfação e grande alegria por saber que ainda que este mundo esteja acabado,ainda há pessoas boas e que valem a pena ser bem cuidadas.
Agradeci,arduamente,para que a minha voz de choro não saísse.
Ela ficou confusa,mas falou mesmo assim: Minha filha,não tens o que agradecer,afinal não são todos os dias que temos com quem conversarmos e dizer o quanto amamos alguém.A vida nem sempre é feliz,mas o que nos torna alegres é saber que a cada dia é um novo dia e tudo pode acontecer.
Meu coração se encheu de sangue de puro amor e fez com que meu rosto ficasse corado como um tomate.
Fiquei sem fala naquele momento,então a abracei,sorri e as lagrimas saíram como se um anjo pedisse que aquelas lágrimas fossem a sua recompensa por ter me dado o amor.
Nunca fiquei tão exultante por um desconhecido vim falar comigo e se preocupar tanto.
O clima tinha mudado e eu nem estava me importando.
O tempo passou tão depressa que o ônibus chegou na minha parada.
Ao descer,que fui perceber que a chuva já estava começando a engrossar.
Fui me despedir da doce velhinha tão dócil,mas não estava mais lá,não estava em lugar algum ao meu alcance.
Estava perplexa com que realmente aconteceu lá.
A minha alegria estava tão exuberante que não me importei e estava consciente que nunca saberei o que realmente aconteceu.
Mas de uma coisa eu sabia desde aquele dia,que eu nunca estarei só e que mesmo eu esteja triste a vida de alguma forma ainda irá sorrir para mim.
Tudo é momentâneo,mas só a felicidade é o seu escudo para se viver com grande satisfação.
E as pessoas?
Bom,são apenas outras pessoas como eu que estão com os mesmos problemas que você passou,ou ainda irá passar.
Mas só os especiais que irão te mostrar o que fazer,já que são eles que te ajudam e te guiam para facilitar um pouco essa nossa vida tão louca que só mesmo os loucos para entendê-la.
E aquela velhinha?
Não consigo encontrá-la,mas a vejo em todos os meus sonhos e não deixo-me de perguntar quem ela é.
Mesmo não sabendo, agradeço todos os meus dias alegres e infelizes e por ela ter sido um anjo que iluminou os meus olhos.
Ela foi a única que realmente teve a caridade de fazer uma simples pergunta: Como você está?
Fez uma grande diferença na minha vida e nas minhas opiniões,de achar que o ser humano não tinha mais salvação.
Hoje,eu ainda ando no mesmo ônibus,há anos, com a esperança de reencontrá-la e agradecer como ela foi uma pessoa tão maravilhosa para mim.
Enquanto esse dia não chega eu vou ajudando as outras pessoas,do mesmo jeito que ela me ajudou.
Afinal,um Bom-dia,Como você está?, Está tudo bem? ou desejar tudo de bom para alguém com um grande sorriso faz muita diferença.
Não sei se isso foi Deus, ou o sei lá o que isso tenha sido,mas eu não acreditava em nada e hoje eu acredito no perdão,no amor,na esperança,na caridade e na solidariedade.
A cada pessoa que disponibiliza a fazer isso pelo menos com uma pessoa em suas vidas é um pingo de chuva na garoa das emoções de uma pessoa que tanto precisa e isso pode fazer uma grande diferença na vida de alguém,ou na sua própria.
-Caroline Oliveira Barros
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